segunda-feira, dezembro 12, 2011

Comissão aprova Política Nacional de Mobilidade Urbana

A criação de uma Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), para a promoção e a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas nos municípios foi aprovada no dia 15 de setembro de 2011, em decisão terminativa, pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), e deve seguir para sanção presidencial.

De autoria do ex- deputado Alberto Goldeman, o projeto de lei (PLC 166/2010) define ainda o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana como o conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do município, e fixa princípios, diretrizes e objetivos da política pública que pretende criar. O texto do deputado resultou de quatro projetos que tramitavam na Câmara sobre o assunto, inclusive um do Executivo.

O projeto aprovado pela CI contém 28 artigos distribuídos por sete capítulos. Quanto às diretrizes, dispõe sobre a regulação dos serviços de transporte público coletivo; disciplina a concessão de benefícios e subsídios tarifários, sobre a licitação para concessão e os reajustes de tarifas.

Entre as principais diretrizes a serem observadas segundo a PNMU, destacam-se a precedência do transporte não motorizado sobre o motorizado e do transporte coletivo sobre o individual; a priorização de projetos de transportes coletivos estruturadores do território e indutores do crescimento; a mitigação dos custos ambientais, sociais e econômicos dos deslocamentos; e o estabelecimento de uma política tarifária baseada nos critérios de equidade no acesso aos serviços, de eficiência e de baixo preço.

Como explica o relator na CI, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), o projeto disciplina ainda os direitos dos usuários; as atribuições da União, dos estados e dos municípios, e os instrumentos de apoio à mobilidade urbana, entre outros pontos.

Em seu relatório, Acir Gurgacz explica que o projeto fixa o marco regulatório para o setor, suprindo "uma lacuna normativa que perdura desde a promulgação constitucional de 1988", para que "os municípios possam executar uma política de mobilidade urbana que promova a acessibilidade universal em suas dimensões econômicas, sociais e culturais, contribuindo para o desenvolvimento urbano sustentável".

No Senado, o projeto já foi aprovado, sem emendas, por quatro comissões: Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); Assuntos Econômicos (CAE); Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA); e Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

Durante a discussão da matéria, a presidente da CI, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), observou que o projeto é um instrumento importante para fazer a interligação dos diversos tipos modais de transporte existentes nas cidades.Já Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que a proposta é bem vinda também para preparar o Brasil para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e ainda para atender melhor os moradores que dependem de transporte público.

(Fonte: http://www.senado.gov.br. Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Trabalho sobre mobilidade urbana é destaque no 25º Prêmio Jovem Cientista

Na última terça-feira, dia 6, foi realizada em Brasília (DF) a cerimônia de premiação do Prêmio Jovem Cientista 2011, para consagrar os vencedores desta edição que teve como tema "Cidades Sustentáveis". A cerimônia contou com a presença da presidenta Dilma Roussef, do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, da ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann, e do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia.

No vídeo abaixo, o repórter Ricardo Carandina acompanha a movimentação no Palácio do Planalto e conversa com o estudante premiado em primeiro lugar na categoria estudante universitário, Kaiodê Leonardo Biague, que aliou em seu trabalho mobilidade urbana com energia limpa.

Vídeo

quarta-feira, novembro 09, 2011

SISTEMA DE INDICADORES DE PERCEPÇÃO SOCIAL

Estudo atualizado e muito interessante do IPEA (Institudo de Pesquisa Econômica Aplicada) a respeito da mobilidade urbana no Brasil.


Clique Aqui.

SP desiste de criar novas motofaixas

Número de acidentes envolvendo motos aumentou após criação de faixas.
Atualmente, capital paulista conta com duas motofaixas.





A Prefeitura de São Paulo descarta a criação de novas motofaixas. A informação foi dada nesta terça-feira (8) pelo secretário municipal de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, na Câmara Municipal. Segundo ele, as motofaixas criadas na Avenida Sumaré e na Rua Vergueiro não conseguiram reduzir o número de acidentes nessas vias.

"Os resultados não são os que nós esperávamos. Como não ocorreu redução de acidentes, houve um aumento, hoje não temos mais nenhum desenho de motofaixa sendo feito", afirmou o secretário. A Secretaria Municipal dos Transportes diz estar finalizando um balanço do total de acidentes nessas vias para decidir se vai manter as motofaixas ou retirá-las.

As motofaixas eram, desde o início de 2008, a principal aposta para tentar reduzir o número de mortes com motociclistas. No Plano de Metas 2009-2012, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) chegou a assegurar a criação de oito delas. Em 2011, com a criação da faixa na Rua Vergueiro, a meta foi reduzida para três. Mas, para 2012, último ano do atual governo, não existe nenhum investimento previsto.

Os acidentes com os motociclistas vêm aumentando na capital mesmo após a inauguração das duas faixas exclusivas. Em 2010, houve uma elevação de 11,7% no número de motoqueiros mortos, o que interrompeu uma tendência de queda verificada em 2009. Apesar das motos serem apenas 12% da frota de veículos, os motoqueiros são 35% das pessoas que morrem no trânsito paulistano todos os anos.

Fonte: G1

domingo, novembro 06, 2011

Estudo avalia mobilidade urbana de 66 cidades do mundo

Com os atuais sistemas beirando o colapso, a mobilidade urbana é um dos desafios mais difíceis com que as cidades se defrontam. Em "O Futuro da Mobilidade Urbana: Rumo às cidades multimodais em rede em 2050" as melhores práticas de todo o mundo que utilizam imperativos estratégicos para fazer frente a este desafio são apresentadas.

Usando 11 critérios, a empresa de consultoria em inovação Arthur D. Little (ADL) avaliou a maturidade da mobilidade e o desempenho de 66 cidades em todo o mundo utilizando uma pontuação de 0 a 100 para os indicadores. O resultado médio acabou ficando abaixo de 65, mostrando que hoje a maioria das cidades somente está alcançando dois terços de seus potenciais. Hong Kong e Amsterdã são as duas únicas cidades que obtiveram mais de 80 pontos, com Atlanta e Teerã na parte inferior do espectro com 46,2 e 47,7 pontos, respectivamente.

"Em 2050, setenta por cento da população mundial viverá em cidades, e a maioria dos sistemas de mobilidade urbana simplesmente não pode lidar com isto. Nossa pesquisa e análise evidenciaram que existe uma ampla gama de soluções e tecnologias disponíveis para resolver os atuais desafios da mobilidade, mas a maioria dos sistemas de mobilidade urbana se mostrou hostil à inovação", declara Wilhelm Lerner, Parceiro de Estratégia e Organização da ADL.

Conforme o estudo, para enfrentar o desafio da mobilidade urbana, as cidades devem implementar uma das três estratégias, dependendo de sua localização e maturidade:

-- Interligar o sistema em rede: Cidades com alto desempenho devem fornecer um ponto de acesso único para a cadeia de valor da viagem a fim de promover o transporte multimodal.

-- Repensar o sistema: Cidades em países desenvolvidos com uma alta proporção de transporte individual motorizado necessitam replanejar fundamentalmente seus sistemas de mobilidade para se tornarem mais orientados ao público e à sustentabilidade.

-- Estabelecer estrutura sustentável: Cidades de países emergentes devem estabelecer uma estrutura sustentável que possa satisfazer as demandas de curto prazo com um custo razoável sem a necessidade de grande remodelamento posterior.

Além disto, a pesquisa identificou três modelos de negócios sustentáveis em longo prazo para os fornecedores de mobilidade:

-- O Google da mobilidade urbana: Construído sobre um ativo fundamental de uma interface amigável ao cliente, o modelo fornece um ponto único de acesso para a mobilidade multimodal e serviços complementares para os consumidores finais em larga escala para conduzir a captação.

-- O Apple da mobilidade urbana: No centro deste modelo de negócios estão integrados serviços e soluções de mobilidade a consumidores finais ou cidades. Serviços integrados de mobilidade para consumidores finais fornecem uma experiência de percursos multimodais sem descontinuidade, como transporte público interligado com carros e compartilhamento de bicicletas. O fornecedores interessados disponibilizam soluções multimodais integradas completas.

-- A Dell da mobilidade urbana: Esta é uma oferta básica com compartilhamento de carros ou bicicletas, sem integração ou interligação em rede. Também pode incluir soluções tecnológicas inovadoras como transponders que tornam viáveis os modelos Google e Apple.

O relatório completo pode ser acessado AQUI

sábado, outubro 29, 2011

Nova Alternativa de transporte para POA, mais rápida e o melhor: Sustentável!

Embarcações para passageiros operam a partir desta sexta-feira


A partir desta sexta-feira, o transporte fluvial volta a ser um dos modais possíveis de deslocamento entre Porto Alegre e Guaíba. Aguardado há mais de 50 anos, quando foi desativado o acesso entre as duas cidades pela malha hidroviária, o novo serviço foi comemorado por autoridades, empresários e convidados durante evento de inauguração, ocorrido na tarde desta quintafeira, no terminal hidroviário
de Guaíba.

Resultado de um investimento de R$ 7 milhões por parte da Catsul, empresa que tem a concessão para explorar a travessia, o serviço conta com duas embarcações com assentos para 120 pessoas, mais dois espaços para cadeirantes. De acordo com o diretor-presidente do grupo Ouro e Prata e presidente da Catsul, Hugo Fleck, a injeção de recursos deverá ser recuperada com as tarifas do serviço diário.

Para percorrer os 15 quilômetros do percurso foram estabelecidos 14 horários em cada sentido, durante os dias de semana. As passagens custam R$ 6,00 de segunda a sextas-feiras e R$ 7,00 nos sábados, domingos e feriados, quando os horários são reduzidos pela metade. Na Capital, o terminal de embarque e desembarque de passageiros está localizado no Armazém B3 do Cais do Porto, próximo à Estação Mercado da Trensurb.

"Este é um transporte que veio para ficar e se ampliar para a Região Metropolitana de Porto Alegre", promete o secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque. Ele ressalta que o novo instrumento de transporte, além de rápido - com viagens de 20 minutos -, é sustentável. Radiante com a "conquista para a cidade de Guaíba", o prefeito Henrique Tavares participou da viagem inaugural de um dos Catamarãs ao lado do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e do governador Tarso Genro.


Fonte: Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=77188